Sinttel-ES na luta
pelos direitos dos trabalhadores

Os diretores do Sinttel-ES, Nilson
Hoffmann, Wilson Leão e Rita de Cássia Dalmásio, participaram da 5ª Marcha
Nacional da Classe Trabalhadora, realizada no dia 03 de dezembro, em Brasília.
Junto aos telefônicos de outros
estados, eles aproveitaram para defender a aprovação do PL 2673/2007, que
regulamenta a atividade de operador de telemarketing.
Durante a marcha, mais de 35 mil
trabalhadores rurais e urbanos de todo o país ocuparam a Esplanada dos
Ministérios sob o slogan
“Desenvolvimento com valorização do trabalho”, que prega a defesa do emprego, a
garantia de renda e a realização de medidas que defendam os trabalhadores dos
impactos negativos da crise financeira internacional.
As centrais sindicais presentes
entregaram aos presidentes da Câmara e do Senado um documento unitário contendo
18 propostas para enfrentar a crise. Entre elas a valorização permanente do
salário mínimo; a correção da tabela do Imposto de Renda, com menos imposto
sobre os salários; ratificação das Convenções da Organização Internacional do
Trabalho que regulamentam a negociação coletiva no serviço público (151) e
limitam as demissões imotivadas (158), redução da jornada de trabalho, sem
redução de salários.
Pronta para
votação
A redução da jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais pode entrar na pauta de votação da Câmara ainda
este ano, já que está havendo um esforço do presidente da Casa, Arlindo
Chinaglia (PT/SP) e de líderes do PT para que o projeto seja aprovado. A entrada
do projeto na pauta foi um dos pedidos feitos pelos representantes das centrais
sindicais no encontro realizado após a Marcha.
Autor do substitutivo da Comissão
de Trabalho, o deputado Vicentinho (PT-SP) explicou o que prevê o texto.
“Reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, assegurando que isso não
implicará redução de salário, e colocando dificuldades para a realização de
horas extras”, disse.
Vicentinho destacou que o projeto
trará benefícios para a sociedade. “Ajuda a gerar emprego, que já é um aspecto
importante. A jornada de trabalho no Brasil ainda é uma das maiores do mundo
então, reduzir essa jornada significa que o trabalhador terá mais tempo para
ficar com a família, para estudar. E essa é uma tendência mundial”, avaliou o
deputado.
Sinttel-ES