Previdência vai avisar contribuintes sobre aposentadoria

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na terça-feira (27/01), em São Paulo, que, a partir de junho, os contribuintes da Previdência Social que atingirem a idade ou o tempo de contribuição necessários para se aposentar receberão em casa um comunicado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmando a possibilidade. Segundo Lula, a agilidade na prestação de serviços da Previdência só foi possível com os investimentos realizados pelo governo.

 

"Se preparem porque, a partir de junho, vocês vão receber em casa, quem atingir o direito de se aposentar, um comunicado da Previdência dizendo que o cidadão já atingiu a idade de aposentar, já atingiu o tempo de contribuição, que o seu salário será de tanto e, portanto, ele tem a opção de querer ou não se aposentar ou querer continuar trabalhando um pouco mais", disse, sob aplausos da plateia, formada por funcionários e beneficiários da Previdência, na agência da Vila Mariana, na zona sul da capital paulista.

 

"Esse já é um comprometimento meu, um comprometimento público que estou fazendo aqui aos companheiros da Previdência Social", acrescentou o presidente.

 

Lula, que visitou a agência em São Paulo como parte das comemoração dos 86 anos da Previdência Social, destacou os benefícios que a agilização dos serviços do INSS permitem atualmente, como a concessão em até meia hora de aposentadoria por idade, por tempo de contribuição e do salário maternidade.

 

Ele garantiu que já no mês de junho a aposentadoria rural também será concedida em meia hora. "Isso só foi possível porque, de 2006 até agora, nós investimos R$ 280 milhões para modernizar a Data Prev, para torná-la senhora de uma situação na área de informática, para oferecer os melhores serviços para o povo brasileiro" declarou.

 

Segundo o presidente, os usuários que procuram o call center da Previdência no número 135, conseguem hoje marcar uma perícia, em média, cinco dias após a solicitação.

 

Apesar disso, Lula reconheceu que a agilidade no atendimento aos beneficiários não é um favor, mas um dever do Estado. "Por conta de tudo isso é que nós estamos hoje retribuindo. Não é nenhum favor do Estado brasileiro. É apenas retribuindo ao contribuinte da Previdência Social aquilo que é a cidadania a que ele tem direito. Ele paga em dia, é descontado do seu contracheque, ele não tem direito de concordar nem de discordar, é descontado no ato", afirmou. "Se para cobrar nós somos tão precisos, para devolver o seu dinheiro em forma de benefício nós temos que chegar também próximos à perfeição. Isso nós vamos fazer em outras áreas do serviço público brasileiro", acrescentou.

 

Agência Estado