Embratel se reúne com a Fittel, mas não formaliza proposta
Passados
mais de seis meses da data base de dezembro/07, os trabalhadores da Embratel
permanecem sem um Acordo Coletivo assinado. Em que pesem todas as tentativas da
Comissão da Fittel/Sinttel’s de retomar as negociações, inclusive apresentando
uma lista de itens que considera essenciais para a assinatura do Acordo, as
últimas reuniões realizadas não tiveram resultado concreto.
Depois
de realizar uma reunião com a Comissão da Fittel em 24.04.08, a empresa havia
se comprometido a apresentar no dia 03 de junho uma proposta para os
sindicatos. A Fittel manteve reuniões com o RH na semana passada e apresentou
diversas alternativas para o encaminhamento do Acordo com base nos principais
pontos de interesse dos empregados e empregadas, ou seja, índice de reajuste
salarial, antecipação de data base, ticket nas férias, aumento dos valores do
ticket e cesta básica, promoções, entre outros. A empresa, no entanto, só
admitiu o pagamento de um valor em cesta básica/ticket, sem avançar em outros
pontos importantes para os trabalhadores e trabalhadoras. Em função disto, não
se chegou a uma proposta de entendimento entre a empresa e a Fittel e a
EMBRATEL não formalizou nenhuma proposta para ser apresentada aos
trabalhadores. Desta forma, o Acordo permanece em aberto, até que a empresa
venha a apresentar alguma proposta que atenda aos interesses dos trabalhadores.
As
entidades sindicais irão definir nesta semana os próximos passos da campanha,
já que na prática a empresa não formalizou nenhuma proposta às entidades sindicais
desde a rejeição de sua proposta original nas assembléias nacionais realizadas
em dezembro/07 e março/08.
A EMBRATEL é a única das empresas mais importantes do setor que permanece sem Acordo Coletivo, num fato inédito na história mais recente da empresa. A empresa alcançou resultados muito positivos em 2007 e mesmo no primeiro trimestre de 2008. Mas até agora isto não se refletiu numa proposta para o Acordo Coletivo que atenda aos trabalhadores e trabalhadoras. E a maior responsabilidade por esta situação é da empresa, que não avança para apresentar uma proposta aos trabalhadores.
Sinttel-ES